Opinião Livre

Visite o site RS Negócios

Eventos em Destaque

Siga Diego Casagrande no Twitter

newsletter
Cadastre-se gratuitamente para receber a newsletter diária
EMPREENDEDOR
em destaque
Últimos artigos
POR QUE UMA DOMÉSTICA NORTE-AMERICANA PODE TER UM CARRÃO E VOCÊ, NÃO..
por Klauber Cristofen Pires - Se há algo em mim que me faz confiar nas pessoas livres, isto é, no bom uso do poder que elas podem fazer com os recursos próprios ao seu dispor, é admirar "a laje". Sim, estou falando do puxadinho, o alvo preferido da gozação dos humoristas quando querem “encarnar” nos pobres. Claro, esteticame...
TEMPO DE NULIDADES
por Maria Lucia Victor Barbosa - Em que pese o grande progresso material atingido pela humanidade no que tange aos avanços da ciência, da tecnologia e dos meios de comunicação, vivemos grandes paradoxos. Entre os absurdos da atualidade se pode observar que, apesar do acesso ao conhecimento e à informação, algo nunca antes existido ...
O SONHO AMERICANO
por Rodrigo Constantino - “O estado é a grande ficção através da qual todo mundo tenta viver à custa de todo mundo.” (Bastiat) Era uma vez um país, terra da liberdade, em que pessoas migravam em busca de oportunidade de trabalho ou para fugir da opressão de seus governos. Foi-se o tempo em que a América representava este ...
A 'MEXICANIZAÇÃO' EM MARCHA
por Bolívar Lamounier - O Estado de S.Paulo - O processo sucessório presidencial em curso comporta dois cenários marcadamente assimétricos, conforme o vencedor seja José Serra ou Dilma Rousseff. Se for José Serra, não é difícil prever a cerrada oposição que ele sofrerá por parte do PT e dos "movimentos sociais", entidades estudantis e sindicato...
A ESPERA DA DESCONSTRUÇÃO DE DILMA
por Paulo Moura, cientista político - Quem imaginava que essa eleição seria fácil para a oposição em função de Serra ter liderado as pesquisas boa parte do período que antecedeu a pré-campanha não estava entendendo nada sobre as condições objetivas do cenário político. O fator estratégico central que condiciona o jogo eleitoral é eco...
veja outros artigos



 
29.01.2010
COMO O CAPITALISMO SALVOU A AMÉRICA - OS PILGRIMS
por Klauber Cristofen Pires
Nas últimas férias dediquei-me à leitura da obra de Thomas J. DiLorenzo, How Capitalism Saved America. Para os "austríacos" mais iniciados, a parte teórica não traz muitas novidades, mas é recheada de interessantes fatos históricos num tempo que, de tão isento, nem se falava ainda de capitalismo ou de socialismo.

Os seus principais méritos precisam ser reconhecidos em relação ao que se propõe o autor: conversar com o público leigo, utilizando-se de uma linguagem clara, direta e agradável, para mostrar como o capitalismo foi o responsável por erigir os Estados Unidos da América à posição de nação mais rica do mundo, malgrado todas as interrupções históricas marcadas por atos de sabotagem cometidos por políticos, grupos de interesses, e ultimamente, pela intensa campanha ideológica socialista.

O livro merece mais do que apenas um artigo, de modo que aqui vamos nos deter nos primeiros assentamentos de colonos, nos primórdios do século XVII , que se transformaram todos em cemitérios, apesar de a terra ser fértil, abundante em frutas de vários tipos, e farta em caça e pesca. Para se ter uma idéia, dos 104 colonos chegados a Jamestown (Virgínia), em 1607, 38 morreram nos primeiros seis meses, a maioria de fome; tal como na Virgínia, os passageiros do Mayflower vieram a sofrer sorte semelhante em Massachusetts: das 101 que chegaram em novembro de 1620, a metade estava morta em poucos meses.

Uma testemunha da época registrou suas memórias como segue: "tão grande era a nossa fome, que um selvagem que nós matamos e enterramos um dos nossos mais empobrecidos o pegou de volta e o comeu, e outros assim fizeram com um outro que o cozinharam com raízes e ervas" (1). Assim se pronunciou, à época, Sir William Bradford, governador da colônia de Plymouth, em seu clássico Of Plymouth Plantation ("A Colonização de Plymouth") (2):
"muitos venderam suas roupas e cobertores (aos índios); outros tornaram-se servos dos índios, e viviam a cortar madeira para eles e buscar-lhes água por uma medida do chapéu com milho; outros caíram no roubo assumido, tanto de dia quanto à noite, dos índios...Enfim, chegaram a um estado de miséria que alguns morreram famintos e com frio. um deles estava tão fraco que se atolou no lodo ao tentar pegar mariscos e foi encontrado morto naquele lugar."

A causa de tanto insucesso? A propriedade coletiva dos meios de produção. Por irônico que seja, os primeiros assentamentos haviam sido idealizados para funcionarem sob tal forma pelo medo que tinham os investidores das companhias colonizadoras de não receberem mais dos colonos, que, segundo julgavam, haveriam de tomar para si as terras e a produção e deste modo não mais pagá-los.

Entretanto, em 1611, o representante do governo britânico, Sir Thomas Dale visitou as colônias na Vírgínia e constatou que embora a maioria dos colonos tivesse morrido de fome, os remanescentes estavam gastando uma boa parte do tempo brincando de jogos nas ruas. Imediatamente, determinou que a cada homem na colônia fossem dados três acres de terra, pelo que haveriam de pagar com parte de sua produção, e o sucesso foi tamanho que decidiu aumentar as porções dos lotes, tal como explicado por Walton e Rockoff nos seguintes termos (3):

"Assim que as posses privadas de terras substituíram a propriedade comum, os incentivos para o trabalho progrediram; o completo retorno para o esforço individual tornou-se uma realidade, ultrapassando a produção dos arranjos compartilhados. Em 1614, a propriedade privada de terras de três acres foi permitida. Um segundo e mais significativo passo em direção à propriedade privada veio em 1618 com o estabelecimento do sistema chamado de "headright". Sob tal sistema, a qualquer colono que pagasse sua própria viagem à Virginia seriam dados 50 acres e outros 50 acres para quem quer que ele pagasse pelo transporte. Em 1623, apenas 16 anos depois que os primeiros colonos haviam chegado a Jamestown - todas as terras haviam sido convertidas em propriedade privadas."

Em pouco tempo, cada cidadão, por conta própria, começou a aplicar seus esforços na produção dos mais variados bens, aliando ao trabalho árduo a inventividade e a melhor exploração das vocações de suas posses. Cada colônia, a bem da verdade, começou a se distinguir de suas irmãs pelo melhor uso possível dos seus recursos e de suas vantagens comparativas:

A Nova Inglaterra gerou caçadores de peles, fazendeiros e a maioria, pescadores, estes tão talentosos que em 1776 , com a terceira maior frota marítima do mundo, o pescado respondia por 10% de todas as exportações americanas e o óleo de baleia viria a iluminar as ruas e os lares daquele tempo no mundo ocidental pelo próximo século, gerando toda sorte de outras formas de investimento derivadas. As colônias do sul especializaram-se nas grandes plantações de algodão, arroz, trigo e outros grãos, índigo, milho e especialmente, tabaco. Os outros estados produziram cevada, aveia, e produtos da tecelaria, marcenaria e ferragem.

Com o estabelecimento da propriedade privada, os índios nativos, que a muito custo lhes vendiam alimentos, receosos de que faltasse a eles próprios, passaram a comprar dos colonos, tal como no século XX, a Rússia, que era a maior produtora de trigo no mundo, passou a importar dos EUA e de outros países, pois não produzia mais nem o suficiente para o próprio consumo interno.

Concluindo o capítulo, DiLorenzo faz as merecidas comparações: em 1775 a economia americana tornara-se dez vezes maior do que o fora em 1690 e mais de cem vezes do que em 1630. Muitos americanos tornaram-se capazes de acumular riqueza, de modo que alguns colonos haviam sido milionários pelos padrões de hoje. Além disso, os americanos eram geralmente mais altos que seus concidadãos britânicos, uma medida de seu sucesso em suplantar as deficiências de sua dieta.

Agora, a nossa necessária reflexão: quanto temos dito que somos um povo pobre em meio a tantas riquezas, tão cantadas em prosa e verso, que abundam em nosso país! E teimamos com os erros que poderíamos ter aprendido deles, e com os nossos próprios, que não cansamos de repetir.

Os brasileiros não são piores do que os americanos; a nossa situação não deriva da cor da nossa pele nem a riqueza deles dos seus olhos azuis; diariamente, as pessoas comuns dedicam-se com afinco aos seus ofícios, trabalhando de noite para reconstruir o país que os políticos destroem de dia. Está na hora de reformarmos esta equação, e para isto precisamos todos nos unirmos com espírito de patriotismo e defesa dos nossos próprios interesses, que não estão sendo representados devidamente pelos governantes e legisladores.
+ lidas do blog
Atividade industrial cresce no início do terceiro trimestre, aponta CNI
O terceiro trimestre do ano começou com crescimento da atividade industrial após um período de acomodação no período entre abril e junho, informou nesta quinta-feira a CNI (Confederação Naci...
Lula sanciona lei que acelera tramitação de recurso judicial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (9) lei que deve acelerar a tramitação de um recurso judicial chamado "agravo de instrumento". Atualmente quem quiser cont...
"No meu governo não vai se quebrar sigilo", diz Serra na TV
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, usou seu programa eleitoral na TV nesta quinta-feira para voltar a criticar a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas a ele e afirmou que, e...
Marina aconselha procurar Receita para ver se sigilo foi violado
A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, defendeu nesta quinta-feira que a população procure a Receita Federal para saber se sofreu violação de seus dados fiscais, após os relatos de q...
busca
Pesquisa no site por palavra-chave

previsão do tempo
e-mails dos leitores
Luiz Ely Silveira
Estranho muito que em notícias sobre o escândalo no departamento de marketing do Banrisul, não tenha sido citado o nome de quem, há quase 4 anos atrás...
Carlos Alberto Manzoli Rico
Caro Diego! Peço especial obséquio dares uma olhada no meu blog http://ricoconsultoria.blo...
Jeol Robinson
Prezado Diego. Estou sempre na Band FM. Voce já disse várias vezes que o Brasil é uma democracia socialista. Permita discordar. Se fossemos uma democ...
Guilherme Viana
Caro Diego, Aproveitando a demissão do Diretor da EPTC. Segundo comentários, foi por conta de divergências nos PORTAIS DA CIDADE ! Aliás, Que...
Pedro Lehnemann
Diego: quem foi o verdadeiro autor do texto publicado na edição dominical (ontem - 27/06) da Zero Hora e assinado "Luiz Inácio Lula da Silva, Presiden...
Cristiano Schultz
Caro Diego: o estouro do caso do dossiê armado contra o candidato tucano José Serra expõe uma terrível verdade que já esta em pleno curso em nosso paí...
Julio César Cardoso
Queremos moralidade política A decência política deveria falar mais alto no Parlamento brasileiro. Quando mais de quatro milhões de assinaturas de ...
Henrique Silva Coelho
Caro Diego Casagrande, a prefeitura de Canoas distribuiu uniformes para os alunos, bonitos de fato. Porém fiquei curioso com um detalhe, o mesmo não i...
Rafael Amadeu Milani
Eu só gostaria de entender porque não pegam todo esse dinheiro que querem gastar nessa usina belo monte e não investem em vários projetos de energia e...
Velercy Klein Morawski
Caro Diego, É inadmissível a atitude do agressor contra o Sr. Léo, no caso do estacionamento indevido no estacionamento. O agressor precisa ser pu...
www.opiniaolivre.com.br
2000-2010 © - Todos os direitos reservados
Política de Privacidade
Desenvolvido por WEBPRO